Carros mais baratos importados do México chegam a América Latina

Os fabricantes de automóveis no Brasil alertaram sobre a ameaça de carros baratos importados do México, já que o fim de um limite máximo para o setor no comércio bilateral representa um novo desafio para o mercado automotivo maior da América do Sul. Recomendamos: Produção e exportação automotivo crescerão 3.5% em 2019: AMIA.

As subsidiárias brasileiras da companhia globais como a General Motors, Volkswagen e Fiat Chrysler Automobiles, cujas plantas locais, que se beneficiaram durante muito tempo por altas tarifas alfandegárias, afirmaram através do grupo da indústria nacional Anfavea, que custou a igualar os baixos custos de produção do México.

O aviso de Anfavea replica as preocupações do presidente Donald Trump e os sindicatos estadunidenses sobre a ameaça que representam as cada vez mais eficientes fábricas mexicanas que contam com trabalhadores com salários mais baixos. Brasil e México concordaram em março de abrir o comércio para veículos leves após anos de conter os volumes.

Relação entre o México e o Brasil

O México tem procurado diversificar seus parceiros comerciais, desde que Trump advertiu o possível fim do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). Recomendamos: Toyota aposta para duplicar vendas de Corolla Executivos da Anfavea disseram que apresentaram ao Governo brasileiro um estudo, comparando os custos de produção e as cargas tributárias das plantas no México e no Brasil para realçar o desafio. ”

Temos uma indústria muito moderna no Brasil”, disse Luiz Carlos Moraes, um executivo da Mercedes Benz, que assumiu a presidência da Anfavea há poucas semanas. “Podemos atender nosso mercado. Isso é o que defendemos”. Mas a Associação Mexicana da Indústria Automotiva (AMIA) parecia desconhecer a postura de sua contraparte.

“Nós tivemos uma reunião com a Anfavea e nunca houve um pronunciamento, como o que você me está mencionado”, disse o presidente da AMIA, Eduardo Solís, quando foi questionado por um jornalista em uma conferência de imprensa. “Não temos sentido essa preocupação que você declara que possa acontecer. Estamos no livre comércio e, portanto, fica pendente uma negociação de uma regra (de origem)”, acrescentou.